12 de novembro de 2014

Observar

A observação é uma das etapas do método científico. Consiste em perceber, ver e não interpretar. A observação, se relatada como foi visualizada, sem que, em princípio, as idéias interpretativas dos observadores se considerem.

Hipóteses somente sertão elaboradas sobre a questão investigada se traz uma descrição minuciosa do ambiente e dos objetos de estudo. Uma das regras do método cientifico é a da “não interferência” do observador no ambiente nos processos observados.

Observar é pensar?

O que é observar? Seria o mesmo que pensar, refletir, recordar, raciocinar?

O que se deve observar? O que tem a observação a ver com o entendimento?

E a inteligência, onde está?

Observar não é apenas olhar, contemplar, senão ver e entender o que se vê. É uma capacidade da inteligência que pode ser desenvolvida, educada e utilizada para o bem próprio e coletivo. É necessário olhar, ver, entender e fazer bom uso do que se aprendeu. E que um objeto guie a observação, o exercício da faculdade de observar que possui a inteligência. A palavra inteligência provém do latim que significa uma capacidade de ler por dentro, de penetrar no sentido íntimo do que se vê.


Se não vejo até os rios e até os prados e absorvo e aprendo a calma da natureza em sei incessante movimento, dei um destino prático a minha observação porque me refleti no que vi e aprendi: a calma e o movimento. Se observo desde minhas paisagens interiores, até alguns pensamentos tumultuados e intempestivos que estão em minha mente e, ao examiná-los, me exercito na imposição de uma ordem e disciplina que harmonize com aquelas paisagens, neste momento dei um destino positivo para minha observação. Neste caso, se confunde a reflexão, com o pensar, com a recordação, com a própria inteligência. Este “sol interior” que cada ser humano possui é que pode brilhar mais e mais libertando-nos da escuridão. “O maior cego não é o que não quer ou não pode ver, mas aquele que não deseja entender.” E os primeiros entendimentos que devemos realizar são, ou deveriam ser, os que podemos ter a respeito de nós mesmos.

Por comum, devemos entender os padrões estabelecidos socialmente e nossos padrões, conceitos, interpretações e juízos internos. O rompimento trará beneficamente a oportunidade de ver o “novo”. Não o correto ou o incorreto, senão o “novo que não estamos vendo”.

Não é ideal julgar. Ainda mais julgar as outras pessoas sem antes ter aprendido a exercer o juízo sobre si mesmo. Julgamos, em geral, em função de observações alheias, pelo que ouvimos dizer e não pelo que realmente observamos. A observação consciente – conforme explicita o pensador González Pecotche em seus variados livros e artigos – deveria vir, antes de qualquer outra coisa, para corrigir nossas imperfeições. Assim, o que vemos de desagradável na conduta de outra pessoa deveria levar-nos, num primeiro momento, a verificar se não existe em nós mesmos aquela características negativa que compõe nossa personalidade.


Mais do que observar o que a palavras significam no universo do Coacheé, o Coach deve observar nele detalhes que dêem sinais de como são conduzidos seus comportamentos, decisões, atitudes. Uma face ruborizada pode sinalizar incômodo ao falar de um assunto e/ou até mesmo uma verdade “nem tão verdadeira”. Braços cruzados podem significar o desejo de distanciamento do Coacheé para com o Coach, mas, também pode ser um sinal de cansaço. Estes são apenas alguns exemplos que escolhemos para expor a necessidade do Coach em desenvolver sua inteligência observacional e que esteja atento a variados detalhes que compõem a proximidade com a realidade da comunicação não-verbal do Coacheé.

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