Observar
A observação é uma das etapas
do método científico. Consiste em perceber, ver e não interpretar. A
observação, se relatada como foi visualizada, sem que, em princípio, as idéias
interpretativas dos observadores se considerem.
Hipóteses somente sertão
elaboradas sobre a questão investigada se traz uma descrição minuciosa do
ambiente e dos objetos de estudo. Uma das regras do método cientifico é a da
“não interferência” do observador no ambiente nos processos observados.
Observar é pensar?
O que é observar? Seria o
mesmo que pensar, refletir, recordar, raciocinar?
O que se deve observar? O que
tem a observação a ver com o entendimento?
E a inteligência, onde está?
Observar não é apenas olhar,
contemplar, senão ver e entender o que se vê. É uma capacidade da inteligência
que pode ser desenvolvida, educada e utilizada para o bem próprio e coletivo. É
necessário olhar, ver, entender e fazer bom uso do que se aprendeu. E que um
objeto guie a observação, o exercício da faculdade de observar que possui a
inteligência. A palavra inteligência provém do latim que significa uma
capacidade de ler por dentro, de penetrar no sentido íntimo do que se vê.

Se não vejo até os rios e até
os prados e absorvo e aprendo a calma da natureza em sei incessante movimento,
dei um destino prático a minha observação porque me refleti no que vi e
aprendi: a calma e o movimento. Se observo desde minhas paisagens interiores,
até alguns pensamentos tumultuados e intempestivos que estão em minha mente e,
ao examiná-los, me exercito na imposição de uma ordem e disciplina que
harmonize com aquelas paisagens, neste momento dei um destino positivo para
minha observação. Neste caso, se confunde a reflexão, com o pensar, com a
recordação, com a própria inteligência. Este “sol interior” que cada ser humano
possui é que pode brilhar mais e mais libertando-nos da escuridão. “O maior
cego não é o que não quer ou não pode ver, mas aquele que não deseja entender.”
E os primeiros entendimentos que devemos realizar são, ou deveriam ser, os que
podemos ter a respeito de nós mesmos.
Por comum, devemos entender os
padrões estabelecidos socialmente e nossos padrões, conceitos, interpretações e
juízos internos. O rompimento trará beneficamente a oportunidade de ver o
“novo”. Não o correto ou o incorreto, senão o “novo que não estamos vendo”.
Não é ideal julgar. Ainda mais
julgar as outras pessoas sem antes ter aprendido a exercer o juízo sobre si
mesmo. Julgamos, em geral, em função de observações alheias, pelo que ouvimos
dizer e não pelo que realmente observamos. A observação consciente – conforme
explicita o pensador González Pecotche em seus variados livros e artigos –
deveria vir, antes de qualquer outra coisa, para corrigir nossas imperfeições.
Assim, o que vemos de desagradável na conduta de outra pessoa deveria
levar-nos, num primeiro momento, a verificar se não existe em nós mesmos aquela
características negativa que compõe nossa personalidade.
Mais do que observar o que a
palavras significam no universo do Coacheé, o Coach deve observar nele detalhes
que dêem sinais de como são conduzidos seus comportamentos, decisões, atitudes.
Uma face ruborizada pode sinalizar incômodo ao falar de um assunto e/ou até
mesmo uma verdade “nem tão verdadeira”. Braços cruzados podem significar o
desejo de distanciamento do Coacheé para com o Coach, mas, também pode ser um
sinal de cansaço. Estes são apenas alguns exemplos que escolhemos para expor a
necessidade do Coach em desenvolver sua inteligência observacional e que esteja
atento a variados detalhes que compõem a proximidade com a realidade da
comunicação não-verbal do Coacheé.
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