Participação e responsabilidade
“A gente acha na vida um nível de desespero
que consegue tolerar e chama isso de felicidade” (Peter Garder)
Hendre Coetzee
apresenta dois fatores essenciais para o processo de transformação em Coaching
como sendo a participação e a responsabilidade. Não importa o grau de esforço
que uma pessoa diz dedicar a sua vida e aos seus planos se não compreender que
participação e responsabilidade são fatores que dependem exclusivamente delas.
Participar significa
‘assumir sua parte na ação’. Quer dizer que em tudo o que vivenciamos na vida,
existe uma parte que corresponde a mim. Eu devo assumi-la para que minha parte
garanta a ação e a realização do planejado. Não significa assumir a ‘culpa’
pelas coisas terem acontecido de ruim ou, ainda, determinar que só depende de
mim mesmo que tudo aconteça.
Significa que, em
tudo na vida existem os fatores internos e externos que determinam as situações
em que estamos. Se decidimos por não participar da nossa própria vida, estamos
dizendo que ‘os fatores externos’ podem determinar tudo a seu modo e que
estaremos lá apenas como um coadjuvante.
Não tenha dúvidas de
que: não participar pode gerar conseqüências inesperadas.
Muitas vezes olhamos
para nós mesmos e nem sequer percebemos que não estamos participando. Passamos
a ver quando temos que aceitar algo que realmente não queremos e somos levados
a perceber que as coisas estão desta maneira porque que deixamos a omissão,
dificuldades, medos tomarem conta de nós.
Pessoas estão
demasiadamente desgastadas com as adversidades da vida e passam a ser
expectadoras de si mesmas. Decidem olhar o tempo passando e permanecem à espera
de que algo aconteça para ‘limpar o passado’ e ser possível recomeçar.
Factualmente, o que não percebem é que ao decidirem ‘estacionar’ pelo medo de reviver
dores ou de correr riscos, estão gerando um ciclo vicioso de impactos
involuntários. E causando um grau cada vez mais aprofundado de ações
determinadas externamente.
Os fatores todos que
nos impedem de participar estão relacionados às nossas conversas internas,
conforme Coetzee nos apresenta. Por sua definição, conversas internas são as
barreiras que as pessoas tem em suas vidas que os mantém distantes da
participação e de, conseqüentemente, chegar aonde desejam e querem. É o que as
mantém distantes do potencial que possuem.
Como Coaches, é importante saber que tipos de conversas
internas impedem as pessoas de perceberem seu potencial de chegar ao sucesso e
a excelência em todos os aspectos da vida. As conversas internas podem ser
positivas, obviamente. E quando são, desempenham um papel altamente
fortalecedor para o crescimento e transformação pessoal e profissional. Não
obstante, é mais comum – principalmente nos processos iniciais de Coaching –
encontrar pessoas que detém conversas internas altamente negativas. Aquelas que
os convencem a não seguir adiante.

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