Ser - Fortalecimento da identidade
A consciência, ao longo da
vida, demonstra que não há conceitos que substituam sensações, nem sentimentos
que possam submeter-se a palavras retiradas do filtro frio e seco da capacidade
aglutinadora do pensar. O homem continua a ser racional e é isso que lhe
permite progredir, construir uma linguagem, comunicar.
Tem sido essa exclusiva
capacidade que o tem empurrado para o progresso científico e tecnológico e,
para o mais profundo dos erros cometidos no que diz respeito às relações
humanas. Se pararmos para sentir o que somos, teremos, com certeza, sensações
mais nítidas do que os conceitos que as segregam.
Ser não se resume a um
aglomerado de especulações filosóficas. SER é sinônimo de sentir, se assim não
fosse estaríamos a manipular, por via da razão, aquilo que alimenta toda a
alma. Ser é parte também da identidade que construímos e da identidade que
aceitamos ou não para nossa existência.
A religião nos diz que nossa
identidade nasce pecadora e escolher tendenciosa a escolher os caminhos ruins.
Fazer escolhas que não são apropriadas e benéficas para nós e para quem está em
nossa volta.
Esta “identidade pecadora”
pode ser trazida à realidade pelo desejo e o prazer humano pelas “escolhas mais
fáceis”, pelos comportamentos os quais não requerem esforço de mudança, aqueles
que não nos incomodam a mudar. Fato é que as más escolhas nos levam a adoecer a
alma - como vimos anteriormente ao falarmos de vazio existencial, doenças
emocionais etc.
No entanto, acreditamos que
nossa identidade foi “projetada” para sermos merecedores dos melhores
resultados na vida. Somos pedras preciosas, com altos potenciais e existentes
para receber o que há de melhor para a vida.
Fortalecimento de identidade é
um trabalho intenso e integrado de mudanças de crenças e comportamentos que
farão com que tenhamos consciência do que somos e do quão longe podemos chegar.
Tratar as feridas da alma e os assuntos que maculam nossa real identidade
humana e nos fazer trabalhar em beneficio de nós mesmos. Resgatar quem somos é
um trabalho de autoconhecimento e de reconhecimento das nossas limitações e
fraquezas. Um trabalho também de decidir buscar a mudança, atuar para isto e
mudar.
Zelando constantemente pela manutenção dos nossos fantasmas.

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