
“De baixo para cima”, ou ” ascendente”, se tornou a expressão da ciência cognitiva para tais funcionamentos desta máquina neural da parte inferior do cérebro.
Da mesma forma, “de cima para baixo”. ou “descendente”, se refere `a atividade mental, principalmente no neocórtex, que pode monitorar e impor seus objetivos ao funcionamento subcortical. É como se houvesse duas mentes trabalhando.
A mente de baixo para cima:
- mais veloz em tempo cerebral, que opera em milissegundos;
- invonlutária e automática: está sempre ligada;
- intuitiva,movida pelas emoções;
- executora de nossas rotinas habituais e guia de nossas ações;
- gestora de nossos modelos mentais do mundo.
Em contrapartida, a mente de cima para baixo é:
- mais lenta;
- voluntária;
- esforçada;
- a sede de controle,que pode (`as vezes) suplantar rotinas automáticas e anular impulsos com motivações emocionais;
- capaz de aprender novos modelos,fazer novos planos e assumir o controle do nosso repertório automático – até certo ponto.
A atenção voluntária, a força de vontade e a escolha intencional envolvem operações mentais de cima para baixo. A atenção reflexiva, o impulso e os hábitos rotineiros envolvem operações mentais de baixo para cima ( assim como a atenção capturada por uma roupa estilosa ou um anúncio criativo).
Quando decidimos entrar em sintonia com a beleza de um pôr do sol, nos concentrar no que estamos lendo ou conversar com alguém, entramos em uma modalidade de funcionamento descendente.
O olhar da nossa mente executa uma dança contínua entre a atenção capturada por estímulos e o foco voluntariamente direcionado.
Trecho do livro FOCO – A atenção e seu papel fundamental para o sucesso
Daniel Goleman, ph.D.
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