6 de agosto de 2014

A Coragem e O Medo

A palavra coragem foi deturpada ao longo do tempo. Ela se transformou numa palavra de luta. Mas, para mim, coragem não é isso. É exatamente o contrário. Coragem tem um sentido pacífico. É o ato de, aos poucos, experimentar. É tentar. Ter coragem é tentar. A palavra tem muito mais relação com a não-desistência do que com a luta por um resultado. Muito mais do que saber lutar, ter coragem é acreditar. É muito mais corajoso quem vai atrás de um sonho durante toda a vida, do que quem pega uma arma e dá um tiro. Isso não é coragem, é impulso.



Para ter coragem é preciso ter medo. O medo te dá consciência do perigo. E para que a coragem tenha um sentido positivo, e não seja só impulso, o medo é essencial. Claro que não estou falando do medo que prende e cala, mas do que obriga a pensar antes de agir, a tomar atitudes elaboradas, decentes, cidadãs, cuidadosas... Quem tem medo, tem coragem. E o componente do medo é super importante para o crescimento. Sem medo de nada, não há consciência de nada.

“A coragem é o medo vencido. Eu não tenho nenhuma coragem, mas procedo como se a tivesse, o que talvez venha dar ao mesmo.” (Gustave Flaubert, escritor francês)

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