11 de agosto de 2014

A Raiva, O Ódio e A Cólera

A raiva é um sentimento imediato. É quando você reage imediatamente a algo que te chateia, sem pensar no que pode ter acontecido para causar aquilo, e sem consciência. Mais uma vez é a consciência em jogo. Se você consegue transformar uma emoção ruim imediata numa coisa consciente, consegue evitar o sentimento da raiva. Porque existem sempre fatos além daqueles que a gente vê. É preciso dar uns segundos para o cérebro pensar nisso antes de deixar surgir a raiva. Eu penso, reflito, entendo o que está por trás daquilo que me causaria a raiva imediata, e espero, pondero, permaneço calma para analisar o problema.

O ódio e a cólera vêm da sua constatação de que você não é capaz de lidar com a raiva. Então você fica com raiva dos outros e de si mesmo por reagir sempre daquela maneira imediata e agressiva. Com isso, vai se acumulando um sentimento ruim que se transforma em ódio.




A raiva surge, portanto, pela falta de condição de trabalhar a mente em iluminação e de forma paciente. E quem nos ensina a trabalhar essa virtude são os orientais. Eles sabem melhor do que ninguém como encontrar as informações mais internas da nossa mente. São criados para meditar, para alcançar a felicidade plena, para ter paciência. Uma mente saudável e livre da cólera é capaz de transformar experiências negativas, que poderiam ser cheias de raiva, em atitudes positivas e pacíficas.


“Quem nunca perdeu a cabeça por algumas coisas, não tem cabeça para perder.” (Johann Paul Friedrich Richter, escritor alemão)

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