A Raiva, O Ódio e A Cólera
A raiva é um sentimento imediato.
É quando você reage imediatamente a algo que te chateia, sem pensar no que pode
ter acontecido para causar aquilo, e sem consciência. Mais uma vez é a
consciência em jogo. Se você consegue transformar uma emoção ruim imediata numa
coisa consciente, consegue evitar o sentimento da raiva. Porque existem sempre
fatos além daqueles que a gente vê. É preciso dar uns segundos para o cérebro
pensar nisso antes de deixar surgir a raiva. Eu penso, reflito, entendo o que
está por trás daquilo que me causaria a raiva imediata, e espero, pondero,
permaneço calma para analisar o problema.
O ódio e a cólera vêm da sua
constatação de que você não é capaz de lidar com a raiva. Então você fica com
raiva dos outros e de si mesmo por reagir sempre daquela maneira imediata e
agressiva. Com isso, vai se acumulando um sentimento ruim que se transforma em
ódio.
A raiva surge, portanto, pela
falta de condição de trabalhar a mente em iluminação e de forma paciente. E
quem nos ensina a trabalhar essa virtude são os orientais. Eles sabem melhor do
que ninguém como encontrar as informações mais internas da nossa mente. São
criados para meditar, para alcançar a felicidade plena, para ter paciência. Uma
mente saudável e livre da cólera é capaz de transformar experiências negativas,
que poderiam ser cheias de raiva, em atitudes positivas e pacíficas.
“Quem nunca perdeu a cabeça por
algumas coisas, não tem cabeça para perder.” (Johann Paul Friedrich Richter,
escritor alemão)

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