8 de agosto de 2014

A Paciência e A Tolerância

Paciência e tolerância são, para mim, coisas bem diferentes uma da outra.

A paciência eu acho mais rápida, mais terrena. É aquele respiro que a gente precisa ter para não sair quebrando tudo por impulso. E para ter paciência é preciso aceitar os fatos. Há coisas que não podem ser diferentes e não adianta ser impaciente diante delas. Como o trânsito, por exemplo. É um carro atrás do outro, não dá para passar por cima, precisa manter a calma e esperar andar. Então pratique a paciência: ouça música, observe a cidade, as pessoas ao lado, pense na vida. Faça qualquer coisa menos se irritar, porque airritação não vai fazer o carro da frente andar.



E aí vem o longo prazo da paciência: a tolerância. Tolerância está mais relacionada ao macro-ambiente, à humanidade, ao mundo. É ser paciente com as coisas maiores e mais demoradas de resolver ou aceitar. A tolerância não se tem, por exemplo, com o que uma pessoa faz, mas com o que ela é. E então tolerar é se adaptar ao outro, aceitar o que o outro é. Se você é capaz de tolerar as diferenças dos seres humanos, pode se relacionar com todos os tipos de pessoa, e aprender com todos os talentos particulares e diferentes que elas possam ter. E o mais bonito disso tudo: pode alimentar os talentos de cada um simplesmente sendo tolerante.

Um bom exercício de paciência e tolerância é a gente perceber nossas próprias limitações. Quando você percebe uma limitação sua, entende que o outro também tem as dele. É então aplica-se o velho ditado: não faça com o outro o que você não quer que façam com você. Se todos têm limitações, todos devem ter paciência com as limitações alheias.


“Os auditórios não são constituídos por pessoas que ouvem, mas por pessoas que aguardam a sua vez de falar.” - Alphonse Karr, escritor francês

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