A Paciência e A Tolerância
Paciência e tolerância são, para
mim, coisas bem diferentes uma da outra.
A paciência eu acho mais rápida,
mais terrena. É aquele respiro que a gente precisa ter para não sair quebrando
tudo por impulso. E para ter paciência é preciso aceitar os fatos. Há coisas
que não podem ser diferentes e não adianta ser impaciente diante delas. Como o
trânsito, por exemplo. É um carro atrás do outro, não dá para passar por cima,
precisa manter a calma e esperar andar. Então pratique a paciência: ouça
música, observe a cidade, as pessoas ao lado, pense na vida. Faça qualquer
coisa menos se irritar, porque airritação não vai fazer o carro da frente
andar.
E aí vem o longo prazo da
paciência: a tolerância. Tolerância está mais relacionada ao macro-ambiente, à
humanidade, ao mundo. É ser paciente com as coisas maiores e mais demoradas de resolver
ou aceitar. A tolerância não se tem, por exemplo, com o que uma pessoa faz, mas
com o que ela é. E então tolerar é se adaptar ao outro, aceitar o que o outro
é. Se você é capaz de tolerar as diferenças dos seres humanos, pode se
relacionar com todos os tipos de pessoa, e aprender com todos os talentos
particulares e diferentes que elas possam ter. E o mais bonito disso tudo: pode
alimentar os talentos de cada um simplesmente sendo tolerante.
Um bom exercício de paciência e
tolerância é a gente perceber nossas próprias limitações. Quando você percebe
uma limitação sua, entende que o outro também tem as dele. É então aplica-se o
velho ditado: não faça com o outro o que você não quer que façam com você. Se
todos têm limitações, todos devem ter paciência com as limitações alheias.
“Os auditórios não são
constituídos por pessoas que ouvem, mas por pessoas que aguardam a sua vez de
falar.” - Alphonse Karr, escritor francês

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